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Por que não assisto TV

  • Foto do escritor: Aline Brettas
    Aline Brettas
  • 21 de out.
  • 2 min de leitura

Rio de Janeiro, 20 de outubro de 2025.


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Há anos, não assisto novelas. Outros programas de televisão, faz mais tempo ainda.

 

Não tenho a intenção aqui, nem interesse, de ostentar qualquer tipo de esnobismo. Também tenho minhas válvulas de escape no audiovisual. Assisto filmes e séries em streaming.  Mas, programas tradicionais passam ao largo de casa.

 

Fui noveleira grande parte da minha vida. Por muitos anos, eu via as três novelas da Globo. Já tive minha fase de novela mexicana e gostei muito das da Manchete (adoro até hoje aquela abertura meio barroca, meio kitsch - “anjo, diabo, mulher, negro diamante, sou Xica da Si-i-i-i-il-va”).

 

Não perdi alguns clássicos da TV Brasileira, especialmente os de humor: “A Grande Família”, “Casseta e Planeta”, “Os Normais”, “Entre Tapas e Beijos”, dentre outros. Tenho lembranças das quais ainda rio bastante!

 

Quase não tive acesso à TV por assinatura, então perdi séries e programas icônicos, tais como o “Saia Justa”. “Sex and the City”, só consegui assistir nesse ano, por meio de aplicativo (me descobri sendo parte da minúscula turma que não odeia a Carrie).

 

Mas, após o fim de “Avenida Brasil”, resolvi abolir as novelas da minha vida e nunca mais retomei esse hábito. Eu mudei, o ritmo da minha vida mudou. Não me imagino acompanhando uma novela por meses a fio... Atualmente, parece que é possível através dos apps, no próprio tempo de cada um, mas aí perde o sentido! Novela é novela, foi criada para aguardarmos ansiosamente os próximos capítulos. Como fica a tradição??

 

Dito isso, não acompanhei a nova versão de “Vale Tudo”. No começo, me soava um hype de uma bolha social, que quer recuperar o período áureo das telenovelas. Pelo visto, a audiência se expandiu e a novela emplacou, em todas as classes sociais.

 

Nesse último fim de semana, fiquei curiosa e resolvi assistir o capítulo final. Por nostalgia, para participar das conversas, ainda que nos últimos 45 milionésimos de segundos). Foi sofrível, e creio que isso é quase uma unanimidade! Geralmente, o último episódio é chato mesmo.

 

Gostei de ver, com mais familiaridade, alguns cenários, como o Jardim Botânico. Décadas atrás, o Rio de Janeiro era um luxo inalcançável, um lugar bem distante de minha realidade. As novelas de Manoel Carlos, a propósito, colaboraram para este imaginário.

 

Em tempo de redes sociais carregadas no ódio, achei boa essa mobilização, em torno do formato. Ainda que não seja do meu agrado, ele procura, às vezes, passar boas mensagens.

 

Para os fãs, espero que venham roteiros mais criativos e histórias interessantes. Para mim, porém, trata-se de um gênero que deve ficar nos cantinhos da minha memória afetiva, que retratou o Brasil onde cresci.

 

 

 

 

 

 
 
 

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