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As conversas que temos quando bebemos vinho

  • Foto do escritor: Aline Brettas
    Aline Brettas
  • 29 de dez. de 2022
  • 3 min de leitura

Atualizado: 30 de set.

Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 2022



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Figura criada por inteligência artificial - Open AI.


Para todas as crônicas que escrevi, até hoje, eu já tinha as ideias fervilhando na minha cabeça, só precisava sistematizá-las no papel. Confesso que hoje estou com inspiração para outros assuntos, nem tanto para este do qual pretendo discorrer agora.


Bem, os orientadores de escrita criativa alegam que não precisamos estar totalmente inspirados, e nem esperar por aquele momento de iluminação para escrever com a genialidade de um autor clássico. Então, vou tentar. Se não gostarem, podem me falar. Tudo bem, ficarei um pouco triste, mas nada que uma taça de vinho não resolva, he he.


Acho que dá para começar por aí: o relaxamento que o vinho traz. Sério, não tem coisa igual! E quando se está relaxado, a língua tem menos freios que o usual. Os pensamentos estão mais livres, leves e soltos, então a linguagem fluida é consequência.


Cada um tem a sua experiência. Da minha parte, fico com a sensação de que meus problemas são bem menores do que eu vejo. E quase sempre, são mesmo. E nesse ponto, o vinho clarifica. Em doses moderadas, claro! Mas nem tanto.


Será fuga, escapismo? Provavelmente. É uma necessidade humana, desde que o mundo é mundo. Não é à toa que o vinho acompanha a humanidade desde civilizações mais remotas. Aliás, segundo o estudioso Jean-Robert Pitte, os momentos de expansão da vinicultura coincidiram com épocas de prosperidade, de criatividade artística e de paz. Não sou eu quem estou dizendo, é a História, he he! Vinho é mais que bíblico!

Então, voltando às conversas regadas a vinho. Quando estou mais relaxada, me sinto mais harmonizada. E assim, tenho mais insights, lembro de detalhes dos quais tinha deixado passar e são fundamentais para a compreensão de alguma questão e, em alguns casos, durante as conversas encontro possíveis soluções para alguns problemas, sendo estes costumeiramente de natureza mais mental e emocional.


Não entendo porque a cerveja é considerada o aglutinador social. Para mim, a bebida empanturra, me sinto empanzinada rapidamente e fico doida para acabar logo a reunião. De fato, as marcas populares são mais baratas, o que facilita o consumo. Mas, são tantas garrafas e latas que, no final, o barato sai mais caro. O vinho não exige tantos excessos… Porém, novamente, cada um com seu cada qual, longe de mim me indispor com os amantes da loira. Aliás, quem bebe vinho não quer treta com ninguém!


Nunca ouvi falar de alguém, chapado de vinho, cometer alguma agressão. Não posso afirmar, não tenho dados estatísticos no momento. Quer dizer, dei uma olhada rápida no Google e vi uma matéria na BBC apontando que cerveja e vinho normalmente relaxam, enquanto os destilados podem fazer a pessoa se sentir mais agressiva, sexy ou emotiva. Dos 30 mil entrevistados para o estudo, 29,8% disseram que se sentem agressivos quando bebem destilados e 7,1%, quando bebem vinho tinto. A reportagem é de 2017, nem é tão antiga assim, vai… Só faço uma ressalva: boas conversas nos tornam sexies, mais que o consumo de destilados. Eu acho.

Ah! Eu sei dos malefícios e mitos em torno da bebida. Não vou mencioná-los aqui, é só pesquisar na internet, está tudo lá. Mas o texto é sobre benefícios durante as conversas, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.


E sei que é possível obter esses benefícios de outros modos, bla bla bla.. Sem moralismos aqui. Procuro seguir uma alimentação balanceada, faço atividades físicas regularmente, e raramente perco o sono em noitadas. Penso que, para se chegar ao equilíbrio, é preciso se permitir alguns deleites não tão politicamente corretos. Mas, de novo, cada um tem as suas prioridades e sabe como desfrutar a própria vida.

E não é que escrevi bastante? Não disse antes, estou bebendo vinho. O que é uma crônica senão uma bate-papo, com conhecidos e desconhecidos? Não podem negar, o assunto fluiu. O vinho faz ter boas conversas, e eu posso provar!

 
 
 

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