Comer
- Aline Brettas
- 30 de mai. de 2022
- 3 min de leitura
Atualizado: 6 de jun. de 2022

Natureza morta, de Pieter Claez. Fonte: wikipedia.
Nos últimos tempos, alguns colegas disseram que eu como pouco. Definitivamente, essas pessoas não me conhecem. Comer, para mim, não é apenas uma necessidade fisiológica. É um prazer e um hobby! Tenho muitos assuntos a tratar, nesse quesito. Senta que lá vem a história
Sou daquelas que briga com a balança, é verdade. Tento não ficar neurótica, mas estou sempre vigilante. Não elimino as calorias, mas procuro selecionar as excessivas que mais me satisfazem. Em alguns casos, a minha natureza é felizarda. Não curto bobagens como refrigerantes, nutella, biscoitos recheados e pães doces lotados de cobertura. Já os consumi quando mais jovem, afinal esses produtos são parte da nossa cultura alimentar e muitas vezes, da nossa memória afetiva. Já tomei Toddy e Nescau com açúcar, acreditam? Mas hoje, não são minha praia. Se não curto, para que comê-las? São as calorias inúteis. Então, já ganho alguns créditos.
Outras besteiras já me agradam mais, porém excluí formalmente do meu cotidiano. Batata frita, por exemplo. Continuo adorando, mas não fazemos em casa e nem peço a porção no bar. Mas se alguém, próximo a mim, fizer ou pedir, lá estarei eu capturando uma e outra.
Algumas frituras, deixei de lado por um tempo, mas agora estou me reconciliando com elas, em certas ocasiões. Croquetes, coxinhas, pasteizinhos, bolinhos de bacalhau. Como resistir a um bolinho de bacalhau? Não tem jeito!
Existem também aquelas calorias inúteis, que gosto mesmo assim e por isso melhor não tê-las em casa. Biscoito maisena, já levei muito para o lanche. Tem quem ache sem graça, mas eu considero ter todo um sabor especial, ainda mais fazendo sanduichinho com manteiga ou requeijão. Abri mão, mas se alguém me servir, não vou recusar!
Nem tudo é só controle. Tenho as minhas fraquezas com certas gordices, e delas não abro mão. Massa, sobremesa, pão francês. Ah, o pão francês! Na minha terra, chamamos de pão de sal. É mais íntimo, sabe? Hoje, ele é o vilão: o pão branco! Que coisa… Abriu uma vendinha aqui perto de casa, que comercializa esses pães. Então, já conseguem imaginar, não é? Que alegria amanhecer com eles me esperando! Só não dá pra ser todo dia…
Outra delícia a que me permito é o São Chocolatinho de cada dia, à noite. Claro que sem exagerar nas porções, priorizando o meio para o amargo. Hoje até prefiro, coisa doce demais já não me desce bem! Mas, desfrutando de uma pequena grande felicidade ao fim de uma rotina repleta de atividades e obrigações. Meus exames sanguíneos que lutem! Brincadeira, estou sempre monitorando.
Continuo amando os carboidratos! Além do pão e do arroz, aproveito a energia provida pela massa, pela pizza, pelo risoto. No dia a dia, porém, evito consumi-los à noite. Procuro também escolher os recheios mais leves. É uma boa opção para aproveitar essas belezuras, sem subir demais o ponteiro da balança.
Aliás, descobri, ao ouvir um podcast, a dieta que me soa mais aprazível e ter bastante sentido para mim: “tomar café da manhã como rainha, almoçar como uma princesa e jantar como uma plebeia” (exageros, à parte, claro!). Até porque a minha refeição preferida é o café da manhã. Pode ser do mais simples – café puro, pão com manteiga – até o bacana do hotel. Nada mais acolhedor. Eu posso ter uma noite daquelas, com insônia, ansiedade, tristeza...Mas é me sentar para a primeira refeição do dia, tudo se ilumina! O sol volta a brilhar, me sinto positiva e com disposição para o que der e vier. Não existe antidepressivo melhor!
Ih, pensando bem, são tantas reflexões no campo da culinária, dá pra tornar essa crônica um tratado! Melhor não me estender por agora. Mas me aguardem, haverá uma parte dois!







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