Dez anos!
- Aline Brettas
- 3 de mar. de 2022
- 2 min de leitura
Atualizado: 19 de mar. de 2023
31 de outubro de 2020


Fotos: acervo pessoal.
Pelas coincidências da vida, algumas das quais Jung se referiria como sincronicidades, encontrei uma porta que mostraria o caminho mais rico que percorri, até hoje.
Às vezes, estávamos pra iniciar um novo ciclo solar, na virada do dia 30 para 31 de outubro. Eu, fazendo aniversário no dia 10 de novembro, você no dia 04...a Constelação de Escorpião poderia estar brilhando mais, talvez.
Ou sei lá, talvez tenha sido tudo mesmo obra do acaso. Calhou de eu ter um congresso no Rio, me hospedar na casa de uma amiga em comum e sair pra curtir a última noite carioca, no sábado, antes de voltar pra Beagá. Fomos pra um bar em Ipanema, estava sem graça, e lembrei alguém ter me dito sobre um lugar em Botafogo, onde tocavam músicas tão legais quanto no bar “A Obra”, (que tinha sido minha diversão por muito tempo).
E você, sozinho em casa, resolveu repentinamente dar um giro pela cidade.
Enfim, seja por sincronicidade, conjunção astral ou por aleatoriedades, nos conhecemos em um espaço dançante chamado “Bukowski”. Dois mineiros, em mais uma noite de nossas vidas noturnas. Não conversamos direito, música alta, um pouco de timidez, o adiantar das horas. Você disse que tinha um irmão que morava em BH, pediu meu contato, e eu achei que seria mais um “te ligo” da vida. E era até o esperado, já que havia uma boa quilometragem nos separando.
Voltei pra minha cidade no dia seguinte, e no outro você me mandou um SMS (whatsapp não existia), pedindo meu endereço eletrônico. Naquele momento, senti uma coisa boa... em seguida você me enviou um e-mail, e assim tudo começou! Lembro que naquela época comentei com uma amiga que queria “a sorte de um amor tranquilo…”. Ela me olhou com aquela cara de “calma, querida!” e então me toquei: “é, estou criando expectativa demais, né?”. Bem, só sei que… cá estamos, dez anos depois, e o meu sentimento bom se confirmou.
Quatro anos à distância, seis sob o mesmo teto. Dizem que a gente deve contar a vida em casal a partir do casamento, mas pra mim isso é bobagem. Claro que morar junto nos traz uma série de responsabilidades e experiências, algumas nem sempre agradáveis! Mas a data em que nos conhecemos já veio com muitas histórias que impulsionaram uma mudança de rota.
De lá pra cá, nos divertimos, passamos por aventuras e perrengues, inclusive algumas trágicas perdas. Estamos juntos ampliando o nosso repertório comum de mundo, de aprendizados e de crescimento.
Espero continuarmos na busca do melhor que podemos ser, lado a lado.







O tempo fluiu, meus cabelos embranqueceram e o amor se fortaleceu...