São Paulo, um amor para toda a vida
- Aline Brettas
- há 2 dias
- 3 min de leitura
10 de maio de 2026
Um amor? São Paulo? Como assim??



Sinto que muita gente estranha quem curte a cidade. Eu mesma, durante a maior parte da minha vida, tinha uma resistência enorme! Achava que era uma cidade cinza. E só!
Em algumas circunstâncias, porém, comecei a ouvir pontos positivos principalmente sobre a vida cultural e noturna. Então, em 2015, resolvi visitar a cidade pela primeira vez. Juntamente com o Alessandro, que já a conhecia.
Desde então, não paramos mais. Só naquele ano, fomos três vezes. A partir daí, vamos pra lá, pelo menos, anualmente. Em 2025, chegamos a passar uns dias de férias. Neste ano também. O que foi um upgrade, pois só íamos em feriados prolongados.
E o que tanto nos impressiona? De início, é sempre ter o que fazer.
O maior atrativo é o MASP. Fiquei fascinada com o que vi pela primeira vez. O acervo da exposição permanente é estupendo, com obras dos imortais Monet, Van Gogh, Picasso, Ticiano, Rafael, Degas, Delacroix. E maravilhas brasileiras: Portinari, Vignard, Victor Meirelles. E conta com mais quadros de artistas contemporâneos, como Beatriz Milhazes e Adriana Varejão. Além disso, apresenta várias e diversas exposições temporárias: Francis Bacon, Monet, Renoir, Krajcberg. E agora, nos brinda com mestres da arte latino-americana, como Santiago Yahuarcani, Claudia Alarcón & Silat, e vários outros. Cada um com estilo e técnicas próprios, que vão além das correntes que surgiram na Europa.
Para os adoradores da arte e da história, São Paulo é um prato cheio. Pinacoteca, Museu da Língua Portuguesa, Instituto Tomie Othake, Museu do Ipiranga, Centro Cultural da FIESP, Itaú Cultural, Museu da Imigração Japonesa, Instituto Moreira Salles, Museu da Imagem e do Som (estes últimos, também existentes em outros estados). Fora os que eu não conheço (ainda): Museu Afro, MAM, Museu Catavento, Museu do Livro Esquecido.


Para os amantes da música, temos para todos os gostos. Shows de MPB, rock, música latina contemporânea. E jazz, com espaços icônicos, tais como o Jazz B e o All of Jazz.
E a gastronomia? Podemos encontrar a do Brasil e a do mundo. A italiana, no Bixiga; a japonesa, no Liberdade. A brasileira, no Bar da Dona Onça e na Casa do Porco. Tem do Peru ao Vietnã. São tantos que eu ainda não conheço.

E São Paulo abarca áreas verdes, sim senhor! Parque Trianon, em plena Avenida Paulista; o Ibirapuera, muitíssimo bem cuidado, que ainda nos brinda com as bienais de arte; o Jardim Botânico. Não tem praia, mas não faço questão mesmo. Mas pra quem mora lá e curte, dá pra ir para o litoral do estado, nem tão longe assim.
Agora, o que eu adoro fazer é andar na Paulista, especialmente no domingo, quando fica fechada para o tráfego de automóveis. Sim, é isso mesmo! Parece louco, mas eu curto paisagem de prédios, e lá nos deparamos com gentes de tudo que é tribo, e músicos tocando vários estilos.
Os atendimentos, em geral, são muito eficientes. Os profissionais não são tão calorosos, mas educados. Já passei por algumas frustrações, mas na maioria das vezes, saí bem satisfeita.


Claro que a cidade enfrenta os problemas e desafios típicos das metrópoles brasileiras. Violência, desigualdade social, trânsito infernal (minimizado pela malha ferroviária, muito boa por sinal!). Ela é imensa, muito populosa. Viver lá, principalmente para quem não tem grana e mora longe do trabalho, deve ser bem desgastante.
Poderia ficar mais páginas me estendendo aqui, falando do Beco do Batman, da Galeria do Rock, do bairro da Liberdade, dos Sesc’s. Mas, prefiro convidá-los a conhecer. Quem ainda tem uma impressão ruim, que tal conferir?
Mesmo com todos atrativos, alguns podem achar um exagero dizer que São Paulo é um amor para vida toda. Então explico: lá sempre vivo e viverei experiências inesquecíveis com o amor da minha vida!



Sim, existe amor em SP! Anotando as dicas dos lugares que ainda não fui: Museu Catavento, Centro Cultural da FIESP e Casa do Porco... Vou usar sua crônica como mais um guia de turismo pra minha próxima incursão ;)
Texto muito fluido e gostoso de ler. Dá até vontade de viver essa viagem... Mas, pera aí, eu vivi!